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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil

Vendo as coisas que acontecem no nosso país, a gente fica até de cabelo em pé... Pergunto a vocês, como nosso presidente aceita receber um cara que nega o Holocausto, patrocina o terrorismo, um cara que nem sabe o significado de direitos humanos, um cara que é totalmente a favor da guerra nuclear, visto que seu programa nuclear é escondido a sete chaves??? Fora as outras tanta e tantas coisas que se pode dizer a respeito dele que não caberiam em uma única postagem!!!
Acho um absurdo o governo Lula trazer esse cara para o Brasil, mostrar que está do lado dele, recebê-lo com pompas, assinando embaixo das coisa que ele diz e faz em relação ao país dele e ao mundo. Posição delicada essa em que o Lula nos colocou.
O senhor Mahmoud Ahmadinejad chega ao Brasil aos protestos de todos nós que, ao contrário do nosso estimado presidente, pensamos, somos humanos e responsáveis pela construção de país melhor, que exemplo damos para o mundo negociando com um cara assim, no mínimo o Brasil está dizendo ao mundo: "Olha, gente, acendo uma vela pra Deus, mas também jogo lenha na fogueira do diabo!!!"
O Brasil perde com essa visita, passamos para o mundo uma imagem de país que negocia com terroristas, Ahmadinejad ganha, por agora se sentir menos isolado do que está do mundo, e Lula sai com sua imagem um tanto quanto queimada. E a gente assiste aqui, de camarote, mas uma das burradas de nosso Presidente, tão democrático ele, mas odeia críticas, então todos se calem, pois "nunca antes na história desse país..." um presidente desumano foi recebido tão bem... Depois daqui, Mahmoud Ahmadinejad será recebido por Hugo Chavez, o que nos iguala a Venezuela, aliás tudo que o Lula quer ser Chavez, Mahmoud Ahmadinejad, no Brasil, é o que vemos aí, tá na cara, só não enxerga quem não quer. Nós já enxergávamos, agora o mundo está vendo a real face de Lula.
A todos beijos, ótimo fim de semana, e que Mahmoud Ahmadinejad vá como veio! Que passe e nada dele fique em nós!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lei 10.639/03 - Pela Consciência Negra na Escola

Essa semana tivemos um Oficina aqui na Escola "Murilo Braga" sobre como trabalhar a cultura afro-brasileira em sala de aula. Buscando fugir de estereótipos e de preconceitos que vem marcados em nosso discurso, mesmo que não percebamos.
O Prof. Chiquinho no falou, por exemplo, do verbo DENEGRIR, que significa sujar, manchar, e vem da palavra negro, logo negro = sujo??? Quando repetimos essa palavra, mesmo sem perceber estamos reforçando o discurso preconceituoso e racista.
Por que quando se fala sobre a cultura e a arte do Egito não se diz que o Egito faz parte do Continente Africano? A África é trabalhada em sala de aula apenas como o lugar de onde vinham os escravos, ou através dos conflitos tribais, o que passa para o aluno afro-descendente: "olha o lugar de onde vieram os seus antepassados, o que seria de você se vivesse lá?" Deve se ter em mente que esse tipo de abordagem reforça a diminuição do descendente africano. Deve se deixar clara em sala de aula que a África não é uma tribo, mas o Continente berço da civilização humana, de lá nós viemos, então em maior ou menor escala, somos todos um pouco africanos.
A construção de uma nova visão sobre a cultura afro-brasileira nas escolas tem como base o trabalho do professor, que deve ser consciente e esvaziar a reprodução do discurso preconceituoso de qualquer natureza. Não podemos repetir o erro da chamada Abolição da Escravatura que abandonou os negros a própria sorte, tornando-os alvos fáceis para a exploração não de seu Senhor, mas agora de seu patrão. Ainda hoje vemos essa história se repetir, raras são as exceções de negros bem sucedidos quer seja nos estudos, quer seja no mercado de trabalho, não sejamos hipócritas!!!
A Lei 10.639 de 09 de janeiro de 2003 sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva alterou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). A partir de então, tornou-se obrigatório a inclusão, no currículo das escolas de ensino fundamental e médio (públicas e privadas), o estudo da História e Cultura Afro-brasileira. Busca-se com isso, resgatar a contribuição da raça negra nas áreas sócio / econômico, política e cultural no cenário brasileiro. A lei propõe ainda, que os calendários escolares incluam o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra.
Parece pouco, mas é uma grande conquista que deve ter a participação ativa de nós professores, enquanto formadores de cidadãos (essa é a nossa real função), engajados em formar uma sociedade mais justa, mais humana, e que tenha o real respeito às diferenças. Espero de coração que todos, como eu, procurem se informar mais um pouco sobre essa lei, antes de colocá-la em prática, a fim de que não se esvazie a importância da mesma e se crie novos preconceitos a partir dela, como o que aconteceu no caso das cotas para universidade.
Devo salientar aos meus colegas que nossa profissão é formadora de opiniões e nossas ações estão diretamente ligadas a uma sociedade futura que está se formando diante de nossos olhos, então quanto mais comprometido e responsável for o nosso trabalho, melhor será a nossa sociedade!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Por uma política pública para reabilitaçao de dependentes químicos

Li outro dia no blog do Tico Santa Cruz ( http://bloglog.globo.com/ticosantacruz/ ) a carta do pai do dependente químico que matou a namorada, falando sobre o drama que a família dele viveu com o filho, e o drama que seu filho fez a família da namorada viver. A Carta deveria servir como um tapa na cara de nossos governantes que usurpam nosso dinheiro, e não veem o caos em que nosso país vem se transformando.
Como tenho uma filha adolescente e alunos adolescentes, vejo-me com uma responsabilidade nas costas a de conscientizar essas pessoinhas que, bem ou mal, estào em parte sobre minha responsabilidade e vi nesta carta uma possibilidade de, ao lerem, impactarem-se com essa realidade. E também abrir os olhos de meus amigos que são pais e muitas vezes incentivam seus filhos a ingerir álcool, a primeira das drogas que nossos filhos experimentam.
A carta deveria servir como alerta e como estopim de uma campanha por uma política pública de reabilitação de dependentes químicos, dependência que deve ser tratada como doença e não como falta de vergonha.

Abaixo transcrevo a carta:

Pai do assassino da jovem Bárbara Calazans, de 18 anos, estrangulada neste sábado pelo namorado , Bruno de Melo, 26 anos, no apartamento do jovem, o produtor cultural Luiz Fernando Prôa lamenta que o filho tenha destruído duas famílias, "a da jovem e a dele, além de a si próprio". Numa carta emocionada, enviada ao site do Globo às 6h da manhã deste domingo, dia seguinte ao crime, ele narra o drama que vem enfrentando há seis anos, desde que Bruno começou a se viciar em álcool, até chegar ao crack. Leia a íntegra do relato do pai:

"Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool, outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral, passam pela maconha, vão na boca adquiri-la, e os comerciantes, felizes, lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido...

Sei que há seis anos perdi meu filho para o crack, mas apesar das sequelas e problemas, ele nunca deixou de ser carinhoso e educado com todos, o que lhe granjeou um número sempre crescente de amigos.

" Dizem que vão gastar 100 milhões para equipar a polícia, mas e as vítimas diretas das drogas como ficam? E os jovens humildes atraídos pelos criminosos para seu exército? E os policiais mortos em combate nesta via indireta da guerra do tráfico? Está na hora de acabar a hipocrisia! "

Ele passou por várias internações - tinha, desde pequeno, outros problemas mentais que se exacerbaram com as drogas. Sempre que saia das internações ficava bem. Até encontrar os amigos, tomar umas cervejas e ai a coisa saía novamente de controle. Nestes tempos o vício, apesar de grave, ainda não tinha produzidos todos seus efeitos devastadores. Mas, com o tempo e a reincidência, o crack foi o devastando. Nos últimos tempos, dizia-se derrotado para o vício, vivia muito deprimido e voltara a frequentar o NA, Narcóticos Anônimos. Tentei de tudo para convencê-lo a se internar, mas vai pedir para um pinguço largar sua garrafa. É inútil. Ele foi cada vez mais descendo a ladeira. De mãos atadas, fiquei esperando pelo pior ou por um milagre, já que segundo os "especialistas", que ditam as políticas públicas para o tratamento de drogas, o drogado tem de se internar por vontade própria.

A reportagem que o Brasil assistiu esta semana, da mãe que construiu uma cela em casa, para tentar salvar o filho viciado em crack, é bem representativa de como as famílias vítimas deste flagelo estão abandonadas pelo Estado, e se virando à própria sorte. É bem possível que ela seja punida por isso. Na mesma reportagem, uma psicóloga inteligente afirmava que o viciado em crack tem de vir voluntariamente para tratamento. Este é o método correto, segundo a maioria dos que estão à frente das políticas para esta área. Será que essa profissional é incapaz de entender o estrago que o crack/cocaína ocasiona nas mentes de seus dependentes? Será que ela é capaz de perceber o flagelo que o comportamento desses doentes causam sobre as famílias?

Um drogado, ou adicto, que já perdeu o senso de realidade e o controle sobre sua fissura, torna-se um perigo para a sociedade, infernizando a família, partindo para roubos, prostituição e até assassinatos, por surto ou por droga. Esperar que uma pessoa com a mente destruída por droga pesada vá com seus próprios pés para uma clínica é mera ingenuidade destes profissionais. O Estado tem de intervir nesta questão para preservar as famílias e os inocentes. A internação compulsória para desintoxicação e reabilitação destes doentes, que já perderam todo o limite, é uma necessidade premente. Ou será que todas as famílias que vivem esse problema terão de construir jaulas em casa?

" Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima "

Se meu filho fosse filhinho de papai, como falaram, eu já teria pago uma ou mais internações. Mas infelizmente o papai aqui não tem grana para isso, assim como a maioria das famílias vítimas deste, que insisto em reafirmar, flagelo.

Hoje vi uma pessoa boa se transformar num assassino, assim como aquele pai de família correto, que um dia bebe umas redondas, dirige, atropela e mata seis num ponto de ônibus.

As drogas, ilegais ou não, estão aí nas ruas fazendo suas vítimas diárias, transformando pessoas comuns em monstros e o Estado não pode ficar fingindo que não vê.

Dizem que vão gastar 100 milhões para equipar a polícia, mas e as vítimas diretas das drogas como ficam? E os jovens humildes atraídos pelos criminosos para seu exército? E os policiais mortos em combate nesta via indireta da guerra do tráfico? Está na hora de acabar a hipocrisia!

Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima.

Ele irá pagar pelo que fez, será feita justiça, isso não há dúvida. O arrependimento já o assola, desde que acordou do surto do crack deu-se conta do mal que sua loucura havia lhe levado a praticar. Ele me ligou, esperou a chegada da polícia e se entregou, não fugindo do flagrante. Não passarei a mão na cabeça dele, mas não o abandonarei. Ele cumprirá sua pena de acordo com a lei, dentro da especificidade de sua condição.

" Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia "

Infelizmente, só consegui interná-lo pela via torta da loucura, quando já não havia mais nada a fazer, num surto fatal.

Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia.

Que a família da Bárbara possa um dia perdoar nossa família por este ato imperdoável. Chorei por meu filho 6 anos atrás. Hoje minhas lágrimas vão para esta menina, que tentou por amor e amizade salvar uma alma, sem saber que lutava contra um exército que lucra com a proibição (que não minimiza o problema, pelo contrário, exacerba), por um bando de tecnocratas e suas teorias irreais, e para um Estado que, neste assunto, se mostra incompetente.

Luiz Fernando Prôa, o pai