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sábado, 25 de dezembro de 2010

Jesus e Insegurança

Segurança, na Terra, é conquista muito difícil e remota.

Face à condição de ser "planeta de provas e expiações", o processo evolutivo sempre se apresenta exigindo árduos esforços nas lutas em que todos se devem empenhar.

Igualmente, o corpo físico frágil, sujeito a muitos fatores que o agridem, proporciona estados transitórios de harmonia, alterados por desgastes, desajustes e renovação constante de peças.

Do ponto de vista emocional, as heranças que jazem no espírito, responsáveis pelo seu crescimento, surgem e ressurgem em forma de angústias e alegrias, que se sucedem, umas às outras, até o momento da libertação.

Além disso, o estágio moral em que transitam os indivíduos não lhes tem permitido liberar-se dos seus instintos agressivos, que os levam às neuroses, às paranóias, às enfermidades mentais, à violência.

Multiplicam-se, em conseqüência, os crimes com celeridade incontrolável, ao tempo em que os mecanismos de repressão igualmente se tornam desumanos, fazendo do mundo uma imensa arena na qual se digladiam as forças antagônicas em belicosidade incessante e volumosa.

O mercado do sexo, das drogas, dos vícios em geral, vem enlouquecendo as populações, e a insegurança do homem se torna um fenômeno quase normal.

Todos tentam conviver com ela, acostumar-se, quase aguardando a vez de cada um ser agredido.

Instala-se, no íntimo, a desconfiança e, em conseqüência, outros tantos transtornos, dominando, a pouco e pouco, as paisagens psicológicas do homem.

Compreendendo o primitivismo em que se debatia a humanidade do seu tempo, Jesus percebeu quão difícil seria a implantação da paz nos corações e quantas lágrimas seriam vertidas, a fim de que tal acontecesse.

Por esta razão, previu as catástrofes e desarmonias que as criaturas desencadeariam, bem como as incontáveis aflições que se imporiam, aprendendo lentamente o respeito pela vida, conforme relata o seu discípulo no "sermão profético", no apocalipse.

Ofereceu, porém, uma perspectiva de paz, ao afirmar que "aquele que perseverar até o fim, será salvo".

A salvação, aqui, deve ser tomada como um estado de consciência tranqüila, de autodescobrimento, em que o mundo interior se impõe, governando os impulsos desordenados, harmonizando o indivíduo.

Salvo está aquele que sabe quem é, o que veio fazer no mundo, como realizá-lo, e, confiante se entrega à realização do compromisso estabelecido.

A responsabilidade faculta-lhe segurança relativa para o desempenho da atividade a que se vincula.

Cada pessoa tem um compromisso específico na vida e com a vida.

Jesus nos demonstrou isso. E o seu, foi de construção do "reino de Deus" na Terra.

Não se deteve e nunca postergou essa realização.

Da mesma forma, a segurança pessoal e coletiva resulta do grau de comprometimento do indivíduo, bem como do grupo social.

Jesus atestou a segurança que o caracterizava em todos os momentos, por estar comprometido, sem restrições.

Propunha: "credes em Deus? Crede também em mim"; "ide e pregai"; "tomai sobre vós o meu fardo e aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração..."

Inúmeras vezes o Seu comprometimento com a verdade desvelava-Lhe a segurança que o sustentava na ação.

Sem demonstrar agressividade ou teimosia, a Sua certeza era tranqüila, a Sua determinação imbatível.

A segurança do Mestre acalmava aqueles que nEle se apoiavam, que confiavam nEle.

Sempre tranqüilo, irradiava essa segurança, que contagiava os que o seguiam, até mesmo diante do martírio que enfrentavam com desassombro.

Jesus ensina como o homem deve lograr a sua evolução psíquica, que deve ser desenvolvida simultaneamente com a orgânica, o que demanda tempo.

E por isso, não apresenta receita salvacionista ou simplista, de ocasião.

Antes, propõe o amadurecimento pelo esforço constante, mediante avanços e recuos para fixar o aprendizado e prosseguir até a meta final.

Saber aguardar, esforçando-se, é uma lei que te faculta a vitória.

Desejando segurança na vida, busca Jesus e a ele confia os teus planos.

Faze a parte que te diz respeito e não desfaleças na conquista dos objetivos que parecem distantes.

Retempera o ânimo e persevera.

A segurança te virá como efeito da paz que te iluminará o coração, servindo de estímulo para todas as tuas futuras conquistas.

Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Jesus e insegurança do livro Jesus e atualidade, de Divaldo Franco, Ed. Pensamento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mensagem para todos nós

Onde Estiveres


ONDE ESTIVERES
André Luiz
Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.
(Do livro "Confia e Serva", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier, Carlos A. Baccelli - Espíritos diversos)
Fonte:http://institutoandreluiz.blogspot.com/